3 Sinais de que sua ajuda não ajuda seu familiar

Aqui você verá 3 sinais comuns de quem quer ajudar um familiar em adoecimento mental, mas pelo desespero acaba entrando numa dinâmica que a ajuda não chega como ajuda.

SUPORTE FAMILAIR

Yanne Hadad | CRP 12/ 22911

3/21/20262 min read

a person drowns underwater
a person drowns underwater

Tem uma coisa difícil de admitir quando alguém da família está em sofrimento: nem toda ajuda chega como ajuda.
E não é por falta de amor. Pelo contrário, geralmente é justamente porque se ama muito. Mas existem alguns sinais de que o que você está fazendo, mesmo com boa intenção, pode não estar ajudando.

1. Você resolve o problema antes que a pessoa sinta as consequências

Você paga, cobre, explica, conserta. Evita que a situação “piore”.

Na hora, parece que você está protegendo. E, de certa forma, está mesmo. Só que também está impedindo que a pessoa entre em contato com o impacto real das próprias escolhas.

Sem esse contato, dificilmente algo muda. Porque não há contato direto com a realidade. E sem confronto com a realidade, a tendência é tudo continuar como está.

2. Você vive em função de evitar crises

Você mede palavras, evita conflitos, cede rápido… tudo para não "piorar" a situação.

O problema é que, aos poucos, sua vida começa a girar em torno disso. E o foco sai de “como lidar com a situação” para “como evitar que ela exploda”.

Evitar o conflito não resolve o problema, só adia. E mantém a dinâmica exatamente como ela está.

3. Você se sente responsável pelo que o outro faz ou sente

Você acha que, se fizer do jeito certo, falar da forma certa, insistir mais um pouco… a pessoa vai mudar.

E quando não muda, vem a culpa... Como se você não tivesse feito o suficiente.

Esse é um dos pontos mais pesados, porque te coloca num lugar impossível: o de controlar algo que não depende só de você.

A ajuda começa a se perder quando você tenta controlar um peso que não é seu!

Percebe?

Nada disso tem a ver com “estar errado” ou “não saber amar”?

Tem a ver com a sua POSIÇÃO.

A forma como você se coloca dentro dessa dinâmica pode, sem perceber, sustentar exatamente aquilo que você quer mudar.

E esse é o ponto mais difícil e também o mais importante de observar.

Yanne Hadad | CRP 12/ 22911