Emoção é como trânsito: você não controla tudo, mas aprende a conduzir

Aqui faço uma analogia sobre o manejo das emoções

EMOÇÕES

Yanne Hadad CRP 12/ 22911

3/7/20261 min read

A gente gosta de pensar que emoção funciona tipo dor de cabeça... tomou doril... a dor sumiu!

Mas emoção não é assim.

Pense no trânsito.

Tem hora que o fluxo tá leve.
Tem hora que trava tudo.
Tem dia que você pega um engarrafamento do cão sem entender o por quê.

E o que não adianta?
Acelerar no desespero.
Ficar trocando de faixa toda hora.
Querer forçar passagem a qualquer custo.

Isso não te faz chegar mais rápido, só aumenta o risco de dar ruim.

Com emoção é parecido.

Quando bate forte a ansiedade, raiva, tristeza, nossa tendência é querer sair daquilo o mais rápido possível.

Só que agir no impulso geralmente piora.
Você fala o que não queria, toma decisão atravessada, ou tenta “se anestesiar” de qualquer jeito.

Regular emoção é mais como dirigir com cautela.
às vezes você desacelera,
às vezes mantém o ritmo,
às vezes só aceita que vai demorar um pouco mais. Mas chega também.

Nunca terá o controle total!

E tem mais: não é só o “trânsito de agora”.

Tem sua história dirigindo.
Tem o estado do “carro” (cansaço, energia, saúde).
Tem o caminho que você escolheu.
Tem quem tá com você dentro dele ajudando ou atrapalhando (já viu aquele carona pé no saco?!)

Por isso tentar resolver emoção rápido, como se fosse algo isolado, quase sempre frustra.

Porque você ignora tudo que tá influenciando aquele momento.

Você fica no: “O que faço pra isso passar rápido?”

Só que nem todo trânsito vai fluir rápido.
E nem todo desconforto vai embora na hora.

Às vezes, o trabalho é seguir dirigindo mesmo assim. E se perguntar: “como eu atravesso isso do melhor jeito possível?”

E, em outros momentos, é ver alguém que você ama preso no próprio “trânsito”…
sem poder assumir o volante por ele. Porque nem sempre ajudar é tirar a pessoa dali.

É confiar que ela também precisa aprender a dirigir.

Yanne Hadad | CRP 12/22911